O Universo Cinematográfico da Marvel já foi sinônimo de filas nos cinemas, aplausos e bilheterias bilionárias. Mas até os heróis tropeçam.
Com tantos filmes e séries lançados ao longo dos anos, nem todos conseguiram o mesmo brilho de “Vingadores: Ultimato”. E o Marvel Studios, mesmo com toda sua força, também coleciona alguns fracassos doloridos — aqueles que nem o poder das joias do infinito conseguiria salvar.
Vamos relembrar juntos os maiores fracassos de bilheteria do MCU — e entender por que esses filmes ficaram aquém das expectativas.
As Marvels (2023): quando o brilho se apagou
Entre todos os filmes da Marvel, nenhum causou tanto burburinho (e decepção) quanto As Marvels. A sequência de Capitã Marvel chegou aos cinemas com a promessa de unir heroínas poderosas, mas acabou virando o maior fracasso de bilheteria do MCU.
Com um orçamento de mais de US$ 270 milhões, o filme arrecadou apenas US$ 206,1 milhões em bilheteria mundial. Nem Brie Larson, Iman Vellani e Teyonah Parris juntas conseguiram evitar o desastre.
Críticas negativas, roteiro confuso e um momento conturbado para o estúdio criaram a tempestade perfeita.
O Incrível Hulk (2008): o gigante verde que não vingou
Antes de Mark Ruffalo se tornar o rosto definitivo do Hulk, Edward Norton vestiu o manto do herói — e o resultado foi… morno.
Lançado quase junto de Homem de Ferro, O Incrível Hulk ainda tentava encontrar o tom do nascente Universo Cinematográfico da Marvel, mas enfrentou problemas de bastidores e um público dividido.
Com US$ 150 milhões de orçamento, o longa arrecadou US$ 264,8 milhões.
Foi o suficiente para pagar as contas, mas não para empolgar o estúdio — tanto que o personagem ficou anos sem um novo filme solo.
Capitão América: O Primeiro Vingador (2011)
Hoje é impossível imaginar o MCU sem Steve Rogers, mas sua estreia solo não foi exatamente gloriosa.
Com um orçamento de US$ 140 milhões, Capitão América: O Primeiro Vingador fez US$ 370,6 milhões em bilheteria mundial.
Não é um fracasso completo, mas o início foi tímido. Só quando o herói se juntou aos Vingadores é que ele ganhou o status lendário que tem hoje.
Viúva Negra (2021): a heroína chegou tarde demais
O filme solo de Natasha Romanoff era um dos mais aguardados pelos fãs. Mas o lançamento pós-Ultimato e o impacto da pandemia colocaram Viúva Negra em desvantagem.
Com orçamento de US$ 200 milhões, arrecadou US$ 379,7 milhões.
Além das críticas mornas, o lançamento híbrido (cinema e streaming) prejudicou a bilheteria mundial. Foi um caso em que o timing — e não o talento — pesou contra a espiã mais famosa da Marvel.
Eternos (2021): quando o épico não convenceu
Dirigido por Chloé Zhao, vencedora do Oscar, Eternos prometia trazer uma visão mais filosófica e cósmica ao MCU.
Com um elenco estrelado e visual deslumbrante, o filme dividiu opiniões — e o público respondeu com certa indiferença.
US$ 402 milhões de bilheteria para um orçamento de US$ 200 milhões não é desastre total, mas ficou longe dos padrões dos grandes blockbusters Marvel.
Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis (2021): o herói que merecia mais
O primeiro herói asiático do MCU conquistou boas críticas e fãs leais, mas a bilheteria mundial ficou abaixo do esperado.
Com US$ 432,2 milhões arrecadados para um orçamento que variava entre US$ 150 e 200 milhões, o filme teve um desempenho mediano — principalmente para uma franquia acostumada a ultrapassar a marca do bilhão.
Mesmo assim, o carisma de Simu Liu garantiu uma sequência já confirmada pelo estúdio.
Thor (2011): um deus perdido na Terra (literalmente)
O primeiro Thor apresentou o carismático Chris Hemsworth ao público, mas o resultado nas bilheterias não foi digno de um deus.
Com US$ 150 milhões de orçamento, arrecadou US$ 449,3 milhões.
Apesar do desempenho razoável, o tom teatral e a direção de Kenneth Branagh dividiram opiniões. O herói só caiu no gosto popular de vez após aparecer com os Vingadores.
Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania (2023): pequeno nas bilheterias
Anunciado como o pontapé para a nova fase do Universo Cinematográfico da Marvel, o terceiro filme do herói acabou encolhendo nas bilheterias.
Com US$ 200 milhões de orçamento, arrecadou US$ 476 milhões — números baixos para a importância que o longa teria no futuro do MCU.
Além das críticas negativas, a promessa de um novo vilão poderoso (Kang) não empolgou o público.
Resultado: o filme virou símbolo da crise criativa que muitos dizem que o estúdio enfrenta atualmente.
Conclusão: até heróis tropeçam
O sucesso do Marvel Studios foi construído com grandes acertos — mas também com tropeços doloridos.
Esses fracassos de bilheteria do MCU mostram que nem mesmo uma marca poderosa está imune ao desgaste, à concorrência e ao cansaço do público.
Ainda assim, a Marvel já provou que sabe se reinventar. Afinal, no mundo dos super-heróis, todo tombo pode ser o começo de uma nova fase. E esses foram os fracassos de bilheteria do MCU







